Decoração de Natal do Recife usa LEDs e garrafas PET

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Cerca de 80 mulheres produzem artesanalmente os enfeites deste ano. Árvore de 38 metros também contará com material reciclável.

Mais de 70 mil garrafas estão sendo usadas para produzir a decoração de Natal da cidade do Recife. O trabalho é feito artesanalmente por cerca de 80 mulheres de comunidades carentes da capital pernambucana. As garrafas são lavadas, pintadas, cortadas em pequenas peças que serão encaixadas e costuradas com braçadeiras de nylon, formando os enfeites.

O mesmo material reciclável está sendo utilizado também na árvore de Natal do Recife, que terá 38 metros de altura, equivalente a um edifício de 12 andares. Com 14 toneladas da estrutura metálica, a árvore vai flutuar no Rio Capibaribe e tem que estar pronta até o domingo (4).

A novidade deste ano é misturar o material reciclável à alta tecnologia para produzir a decoração natalina. Uma empresa francesa trouxe a mais moderna tecnologia em iluminação para se juntar à matéria-prima ecologicamente correta. “É um pouco diferente do Natal da Europa, ou até mesmo do Sul e do Sudeste, aqui é tudo mais quente, mais alegre. Então as cores foram usadas para enaltecer isso”, explica Wendel Toledo, diretor da empresa responsável pela iluminação da decoração da cidade.

A mistura de tecnologia sofisticada e de material que seria jogado fora poupa recursos naturais. A preocupação ambiental é estendida também ao tipo de iluminação, feita neste ano com lâmpadas LED, que consome muito menos energia, cerca de 10% de uma lâmpada comum, e ilumina cinco vezes mais.

Reciclagem
O trabalho de transformar o que era lixo em novos produtos e assim reduzir os resíduos tem sido o desafio da engenheira civil Ana Borba, que há sete anos trabalha com reciclagem. No início, a engenheira queria chamar a atenção para a coleta seletiva, mas agora a iniciativa gera emprego, renda e ajuda a reduzir os impactos ambientais. “É interessante você perceber que um resíduo que é tão comum no dia a dia das pessoas pode de fato poupar uma matéria-prima verde num processo de manufatura”, acredita Ana.

Veja o vídeo no G1.

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